Dando tempo nessas férias ao que eu gosto

Estou devorando! rs (o livro). Acho que essa leitura vai me ajudar bastante… Os leitores do meu Diário Sujo (que nada tem a ver com o meu dia-dia) que me aguardem. O livro aborda muito bem o membro que infelizmente carrego entre as pernas. Não, não vou fazer cirurgia. Só não gosto muito. Pode ainda não gostar? Esperem pela resenha do livro. (Para entender e completar o título do post: gosto de ler. Também).

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Nas rodas de leituras do Sesc

Participei, ano passado, de toda as rodas de leituras oferecidas pelo Laboratório de Autoria Ascenso Ferreira do Sesc Santa Rita. Acredito que o participante(escritor) que mediou a roda foi a jornalista e escritora Geórgia Alves. Os encontros literários continuam no mesmo espaço. O próximo será ainda esse mês, dia 26 às 15hrs, com a cordelista Susana Morais e Jorge Filó provocados por Meca Moreno. Gente, é isso, sou apaixonado por esses encontros e eventos literários. Veja toda a extensa programação literária do Sesc Santa Rita clicando aqui.

Fotos: Gustavo Túlio.

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Olha minha cara. Doente não? Eu era assim ano passado: doente. Mas minha cara é essa, ainda, e não tenho outra.

Edith Piaf e o exercício do canto

Não vou dizer que passei, assim como falei quando citei Nina Hagen, a noite toda ouvindo Edith Piaf. É desnecessário dizer. Piaf eu ouço sempre. Acho a língua francesa uma coisa absurda de linda e nem é preciso dizer o quanto acho tonante a voz dessa diva. A minha paixão começa com a história de vida que ela teve. Piaf expressava no canto a suas dores e isso é lindo. Acho perfeito quem consegue traduzir as coisas, assim como é a poesia de João Cabral, sem um pingo de choro. Edith Piaf consegue muito bem isso. Ela é segura.

Bom começo de semana a todos.

A inveja, o caminhoneiro e eu de carona

Engula a pílula do meu sucesso e tenha, por ser muito invejos@, uma infecção.

A frase acima é minha. Não sou muito de escrever essas coisas, acho uma cafonice. Sei que a linguagem tem um poder muito grande no outro – vejam os políticos. Sei também que tenho que me acostumar com a opinião alheia e com o olho gordo do outro. Temos que nos acostumar. São câmeras instaladas nos lugares mais inusitados que sempre estamos.

Inveja: ódio provocado pelo sucesso do outro. Há diversos tipos de invejas. Inveja de ter os pais/pés do amigo; inveja de não ter uma vagina/pênis; inveja da beleza/burrice do outro; inveja por não ter inveja. Mas veja, pra que serve a inveja? Talvez seja, ou seja mesmo, pra causar no possuidor dos bens o êxito que, com suor, se tem sempre. Nada nessa vida é fácil e invejar o que o outro tem sempre é mais interessante. É ter tomando.

Há os que se defendem, repito, não me defendo, apenas vivo com uma intensidade que pode, quem sabe, até causar inveja nos olhos remelentos de quem assiste. Mas vamos lá, vou transcrever algumas frases que não são apenas sobre a inveja, mas ficam em caminhões e parece que não tem quem mais se defenda  e opine que um caminhoneiro:

Vou devagar, mas estou na frente. (Pra quem fica atrás, ou seja, vendo a frase, cai até direitinho).

Não me siga, estou perdido. (Todo caminho leva a algum lugar, diria).

80 ação! 20 ver! 100 você, não sei viver. (Oh tentação! Vim te ver! Sem você, não sei viver), puro enigma.

Diferença de credor e devedor: o primeiro tem a memória melhor.

Dinheiro e mulher bonita só vejo nas mãos dos outros.

Direito tem quem direito anda.

Dirigido por mim, guiado por Deus. (Essa é clássica. Você encontra não só em caminhão, mas em tudo que se mexe com rodas embaixo).

Duas coisas que eu gosto: cerveja gelada e mulher quente. 

É fazendo muita merda que se aduba a vida. (Essa eu já disse muito. Digo em qualquer ocasião).

Casamento começa em motel e termina em pensão.

Pior do que não ter o que vestir, é não ter alguém pra te despir. (Sou despido em palavras, conta senhor caminhoneiro?).

Como não sou caminhoneiro, não sigo estrada me defendendo e nem criando frases criativas com um grande poder sintático. Só acho que viver é estar sempre em competição, por isso que eu gosto. Às veze não temos problema nenhum e daí surge um problema: não ter problema. Nunca vai sair da boca (se for carnuda, eu tenho inveja) de um amigo revelando a inveja que sente pelo outro. Por isso que não é fácil viver e manter uma amizade duradoura. Não tenha inveja de mim, lute da mesma forma que eu lutei – já tenho uma frase de defesa pro meu futuro caminhão. Não tenho inveja do caminhoneiro, vou apenas de carona. Amigos servem pra isso: dá uma mãozinha na hora que mais se precisa e não ficar invejando as conquistas do outro.

By: JOÃO GOMES.
24.06.12
(20:48)

Madrugada com Nina Hagen

Mais uma madrugada acordado. Estava assistindo um documentário sobre a inventora de histórias Lygia Fagundes Telles e depois fui ouvir a cantora alemã Nina Hagen. Nina é muito bizarra e considerada como uma das mais renomadas representante da música popular. Ela canta ópera e se veste num estilo que eu adoro. As expressões faciais e a voz sempre diferente em cada uma de suas músicas me faz amá-la  e considerá-la como uma diva.

Conheci Nina quando um amigo me mostrou uma apresentação dela cantando – e fazendo caretas – Narturäne. A voz dela e o olhar me deixou encantado desde esse dia. Apesar de Nina ser cantora de Rock, eu não curto muito este estilo musical. Rock somente o nacional.Tenho preguiça de começar a conhecer o internacional. Mas acho que já sei como é: bastante batida agressiva e barulho até demais pros meus tímpanos. Talvez seja, mas aí está algumas algumas apresentações e vídeo clipes de Nina Hagen que eu sempre vejo:

O São João se modernizando e eu em casa

O que significa pra mim a comemoração do São João? Fogueira, fogos e as comidas típicas que eu não gosto muito. Essa festinha, tão mais charmosa e calma que o Carnaval, não tem espaço no meu ano. Acho muito sem graça dançar quadrilha, ouvir forró e comer milho assado. Reconheço que a comemoração proporciona muita alegria pra quem brinca. Mas eu prefiro ficar de longe, pois tenho medo de cair dentro da fogueira. Que descupinha fajuta, hein? Concordo. Não sou demente a ponto de cair numa, mas vai que alguém me empurra. Outra desculpa!

Parece ao meu ver que as pessoas que brincam São João são mais serenas. No Carnaval, por exemplo, fica aquele clima pesado no ar e aquele medo assustador de pular sem ser assaltado na folia. São João é diferente. Tudo mais calmo, tirando o medo de perder uma parte do corpo ao estourar uma bomba. Começa com as quadrilhas, com todo mundo fantasiado, com a cara com pintinhas e bigode improvisado feito com o lápis de olho da irmã. As pessoas brincam em acreditar nas simpatias, se deliciam com as iguarias e inalam bastante fumaça. Não faz mal, só uma vez no ano mesmo. As pessoas começam cedo a fechar a rua para acender suas fogueiras. Tem que começar cedo pra conseguir, pois caso contrário vai passar algum engraçadinho lembrando: “se não acender, o senhor vai morrer, seu Bil”.

A comemoração, por ser tão antiga, vem se modernizando. Não sei se no Brasil todo, mas pelo menos aqui em Recife eu vi pessoas comemorarem a tradição dentro do espaço físico de um Shopping Center. Todos num grande espaço –  onde já vi colchões e pequenas exposições, para ser mais exato, é no mesmo local onde  fica a gigantesca árvore de natal – dançando ao som acústico de um forró contemporâneo. Explicando melhor o acontecido, na ocasião tinham mais crianças do que adulto. Todas no centro – sem fogueira, é claro – dançando timidamente para os pais que viam de longe segurando câmeras nas mãos, mostrando um enorme sorriso de satisfação na cara.

Da mesma forma que não tenho nenhum comentário do contra para quem comemora da maneira mais normal o São João, também não tenho nada a falar para essas pobres crianças iludidas pelos pais. Pena que elas não vão sentir o cheiro da fumaça que queima em cada esquina e não vão ter um céu repleto de balões, bombas e estrelas pra olhar . Pelo o que me lembro, não sou muito de ir ao Shopping, o teto era de vidro e o chão mais brilhante que uma careca. É, pelo menos elas vão ter algo pra olhar. É o São João se modernizando e eu em casa.

JOÃO GOMES
24.06.12
(02:14)

Tânia e eu

Tânia é uma grande amiga que eu conheci ano passado numa oficina do Sesc ministrada pela biógrafa de Clarice Lispector, a Teresa Monteiro. Desde de essa oficina, fomos nos conhecendo e reconhecendo as afinidades e os gostos mútuos. Ela, assim como eu, curte muito literatura e não sendo pra menos, é apaixonada por Clarice. Tânia também faz da escrita terapia e me proporciona, nos nossos encontros literários, muitas gargalhadas e sem falar nos conselhos que ela sempre me dá. Qualquer um queria uma amiga dessa. Tenho muita sorte…

Lendo Drummond nesse São João

Posso dizer que eu não aproveitei e nem vivi o dia de hoje. Acordei eram 17:00 hrs e inventei de fazer a gravação de algum poema de Drummond. Mexendo na minha bagunça de textos soltos e livros com capa rasgada, achei A morte do leiteiro, poema drummondiano que gosto muito. Gravei bem calmo ao som dos fogos. Não posso reclamar deles, pois, afinal, nessa minha gravação eles serviram como trilha sonora para complementar a ideia do poema. Veja de que falo ouvindo: