A política do pau e sobretudo da bunda

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Daria tudo meu (sim, aquilo também) para entender a genética dos paus. Tem de todos os tamanho, isso é fato. Mas beleza não significa jeba grande, não se engane. Tanta gente bonitinha por aí atuando em filme pornô e com um pau médio. É exatamente isso que não suporto, quando pergunto a um amigo: qual o tamanho? Ele responde: médio. Médio já diz tudo: pequeno. To fora! É difícil aceitar coisas pequenas. Se for anão pior ainda. Não pense que acho que o que mais interessa num relacionamento/casamento/ é um pau e ainda por cima gigantesco. Não, não e não. O amor é mais importante, mas, logo em seguida, vem o pau. O pau é que entra; o amor já tá dentro. Já tive a chance de pegar/ver/querer muitos paus. Sou inquieto e, como li num poema de Raimundo de Moraes do seu livro Tríade, estou com a minha bunda cheia de formigas. Coça bastante, principalmente quando ando rebolando na rua com a antena (tetas), ligadas como um bluetooth. São muitos homens; é beleza demais. Questionamentos urbanos: será que vou ter que me realizar só com uma beleza espetacular e ficar (sentado, é claro) com um pau mínimo? Sem resposta. As cuecas cada vez mais apertadas, nunca folgadas. Assim o pau fica mais na dele, preso. Vi num texto interessantíssimo de Caio Fernando que ele diz que “os homens tem a bunda em lua e o cu aceso”. Achei isso fantástico, pois já que me reservo aqui para escrever sobre coisas mínimas no assunto e no produto em si, aproveito e falo das bundas. Sei que beleza é fundamental, como escreveu Vinícius, mas homem hétero com bundas enlouquecedoras de linda não dá certo. Quero apalpar, entende? Tenho um amigo (espero que ele não leia isso), o Douglas, que morro de vontade de tocar (olhe como estou querendo pouco) na bunda dele. Passar a mão no sentido mais literal possível. Para terminar, pois minha bunda já tá doendo e preciso ir lá fora chupar um picolé de saquinho. Ana Paula Maia, autora do livro A Guerra dos Bastardos, escreveu: “… a bunda da mulher dele era, pra ele, a saída de emergência.” Não volto mais hoje pra escrever esse texto. Vou em busca de uma bunda pra apalpar e, como não suporto rimas, um pau pra ver (chupar, voltando a rima). De perto, pois na tela é intocável.

By: JOÃO GOMES.
12.07.12
(13:45h)

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