As contadas 17h de ilusão por algo incerto

Me dei conta agora do quanto sou dramático. Não é forçar a barra, você sabe que não, não finja. Hoje recebi de ti a resposta que eu tanto queria. Olha, obrigado por dividir comigo a sinceridade e me desejar, assim como desejei a você, uma ‘boa sorte’ para as futuras experiências que vamos encontrar pela frente nessa caminhada adentrada na vulgaridade dos nossos atos escondidos por você, seu (***), ainda continuar no armário. Iniciado ontem e terminado hoje, recebi o ‘não’ verdadeiro que esperava e, por isso, pra eu não ficar pior e muito piega, não ouvirei essa noite nenhuma música romântica e com os texto poéticos, idem. Terminei o livro que lia (Aritmética, de Fernanda Young) e, pra piorar, ou, quem sabe, até me alertar desse viver leviano que não podemos ter, li e associei ao meu Eu de hoje sofrido e abolicionado da senzala negra da tua crueldade ao fingir um afeto. Não importa, isso servirá de inspiração para cobrir com uma pela bem grossa os meus personagens. Como sempre feliz por ter terminado mais um livro… Voltando a dramaticidade: Hoje o choro que forço quando escuto Dolores Duran (‘Eu desconfio que o nosso caso está na hora de acabar… ♪) ou Marisa Monte ou Nouvelle Vague não vai descer pelas espinhas nojentas que cobrem a minha cara. Não, hoje não terá choro. Minha paixão por ti será enterrada sem choro no cemitério do nunca mais… Estou sentado num caralho enorme na espera por uma nova morte pra me deixar mais vivo.

JOÃO GOMES
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