Reflexão diante da poesia falada

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Dizer poesia é tão difícil quanto escrever. Ao escrever estamos inaugurando, como já disse Marcelino Freire, olhares. E quando dizemos poesia? Também inauguramos olhares, mas só quando conseguimos dizer de um jeito que tire do canto quem ouve. É somente ali que pegamos o atalho para o indizível, com o livro em mãos é diferente. Leio milhares de vezes e procuro entrar em contato com o texto, não sou ator, mas gosto de sentir os personagem. Cada poema é uma história…. Primeiro tenho que entrar no texto para depois dizê-lo em público. Garanto que esteja aí o motivo de eu não querer ler e dizer certos poetas. Eu não consigo senti-los! Essa forma de pensar vem de Clarice, a incompreendida e por isso chamada de louca, onde ela diz que “suponho que me entender não seja questão de inteligência e sim de sentir”. Tenho muita facilidade de dizer um texto meu, claro, ele saiu de mim. O poeta Miró de Muribeca disse uma vez que tem poema que de tão nosso que às vezes sai pronto pro papel. Que eles venham prontos para que eu possa falá-los com confiança e ciente de tão explêndido que eles são, os poemas. Dai-me, Pai, o poema nosso de cada dia. Amém!

JOÃO GOMES

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