A cidade sem ponte

todos falam comigo. menos você. juro que não faz falta. você é, ao invés de mais, menos um. menos um pra me encher. menos um pra me deixar menos. porque sei que é assim. nada tem você a me oferecer. pelo menos é o que vejo com todos. jeitinho delicado de ser bicha e trejeitos mil até eu posso ensinar. perdem-se as chances. ainda bem. nunca nos falamos. e nunca, nunca mesmo, desejei o contrário do que se é. tentei, sim, como um normal me aproximar de você. inútil. você seleciona os seus e isso é ótimo em parte. és um jesus cristo contemporâneo. deves achar que sou o judas. faz muito bem pensar assim. mas não sou. não sou. sou joão. também tô lá. não és interessante para eu ‘te trazer mil rosas roubadas’ – desculpa, tô apaixonado por cazuza. não pelo teu físico, ou talvez por isso mesmo, acho você um barrabás também. resumindo: você pra mim não é nada. és o teto do local que não habito. estou sozinho. muito só. sou uma cadeira velha que ninguém senta por ter receio de levar um baque. tenho pena, muita pena, de você. já que tenho isso por você, não vou lembrar a sua falsidade/interesse com e nos meus amigos. pode levar todos para sua mesa que comerei aqui meu pão amassado. eles que escolhem. vou ouvir judas. somos o que somos e somando assim amamos a lady gaga. que deus te abençoe, alex.

JOÃO GOMES

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