Eu, o amigo do crime

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comecei ‘amar é crime’ ontem no ônibus e terminei hoje (também no ônibus) um mês depois de ter ganhado do marcelino ao responder sobre a natalidade de nelson rodrigues. terminei satisfeito, ri demais com o amigo Jefferson. li alguns dos contos em voz alta. a verdade é que achei o texto muito teatral e por isso delicioso. muitos personagens. minha avó adorou os micros para ler no intervalo da novela. eu não precisa nem falar. Ecilda Freitas riu com todos. ouvir, em toda a leitura, a voz dele, do marcelino freire. incrível como o estilo caracteriza a gente. o ‘amém’ tanto falado por ele na oficina. a forma de contar as coisas. de se preocupar com quem está lendo. e as rimas? e os finais surpreendentes? gostei da experiência de ler um livro de contos com tema central. o amor, no caso deste. o amor figurado em diversas cenas desta vida de loucos, de criminosos. marcelino se agarra no dizer do povo. na língua do povo. ‘porque o que fazemos é macaquear a sintaxe lusíada’, escreveu bandeira em um de seus versos sobre o recife. ele, o marcelino, vem, como todos devem saber, pra se vingar. vem com a linguagem do povo. aprendi com a leitura de ‘amar é crime’ que: não escrevemos para agradar, mas sim para espantar. verbos completamente distantes, mas no entanto possíveis de serem colocados em ação por quem escreve. por quem escreve de verdade. por quem leva a sério a escrita de um texto literário. como não paro nunca, já estou lendo uma seleta de crônicas do rubem braga. muito, muito bom. coisa boa que é ler e escrever. marcelino recomenda muito. ambos. agarradinhos. 🙂

JOÃO GOMES

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Yasmim and me

quem vai jogar os ossos pra mim? quem vai catar minhas pulgas? pra quem vou balançar o rabo? minha dona (Yasmim Haissa), vou sentir muita falta de você. só vão restar alguns outros cachorros na carrocinha do nóbrega. (Luuly’s BarrosElivelton Alves e Ana Karolina) merde! que azar esse meu. quem vai pintar minha cara? passar batom nos meus lábios? cobrir com base minhas espinhas? me fotografar toda produzida para a noite? pintar de vermelho minhas roídas unhas? quem, quem, quem? o tempo passou muito rápido, girl. ainda me lembro quando nos falamos pela primeiríssima vez. o primero welcome in my live. e nossas brincadeiras? e o Igor Messias que poderíamos ter divido? e nossa amizade? sim, flor, eu sei que vai continuar. mas e a saudade? vou socá-la onde? é sempre bom se questionar, mesmo quando não se tem as resposta para as perguntas. mas uma afirmação sincera que quero dizer enquanto nossa amizade caminhar de mãos dadas seria: te amo, de verdade! nossa amizade será virtual até quando você se cansar e me excluir do seu facebook. vou me lembrar de tu até quando estiver sofrendo de alzheimer. até quando um dia vier a sofrer de traumatismo craniano. melhor parar por aqui. ficando sem criatividade e não quero soar falso. resumindo, como namorados quando acabam, diria: foi bom enquanto durou. nos veremos por aí. quem sabe pelos banheiros públicos. pontes. centro. boa vista. treze de maio. cinema pornô. apenas fique certa de que nunca vou me esquecer de você. que nossos caminhos se cruzem no futuro. amém, senhor!

JOÃO GOMES