Minha colaboração com o Blog das 30 Pessoas

verba, essa coisa difícil de se arranjar. prima de primeiro grau do patrocínio. é família e sua falta bloqueia sonhos. ideias. tudo se tranca na gaveta. pega mofo. vira pó. morre-se sem verba, sem crítica, sem olhares, sem o perdão. demos nós a cara à tapa. verbalizemos. opinemos sobre o preço do pão. gritemos roucos nossos poemas. coisa interna vocal e vocacional. deixemos, aos pulos, nossos corações. tiremos os to nem aí do canto. desassosseguemos, em nome de pessoa. ativemos o modo on da perturbação. literatura tem que mexer. tocar. perturbar. levar ao gozo tântrico. o poeta, o cronista, o contista, o romancista não querem somente verba, querem verbo. isso, muito antes da verba, está no princípio. abre joão. no princípio era o verbo. porque o nosso se principia na necessidade. não se precisa de marketing. best-seller só nas livrarias. sucesso de vendas, idem. talvez até seja a mesma coisa. aqui a edição é única. parada no pdf da inquietude. tudo aqui é virtual. diferente, é claro, pra quem gosta de segurar a coisa. passar saliva nos dedos. ouvir o barulho do papel. riscar para uma releitura. deves saber: aqui é tela e nem todo quadro pede moldura. aqui compartilhamos o amor pela palavra. palavra-verbo. fazemos arder lá dentro. metemos o dedo nas feridas. dilatamos aquilo e deletamos a falta de possibilidade editorial em papel. é tudo gratuito na barraca do beijo poético. maças do amor. dor fingida, e não por isso real. salas escuras. personagens com fôlego. pulsação. sede canina. no vestuário da crítica trocamos suas vestimentas. roupas limpas. brancas de paz. sem procissão. a paz começa na gente. a moral quando livres. vamos dizer o que queremos. livres de novo. já lutaram por isso lá trás. não vamos nos rasgar desta forma. escondendo o que pensa. vamos dizer o não dito. ler o terceiro caderno. deixar ser estranho. fazer novos achados na nossa língua. ser clássico de nós mesmos. atuais. verbais, aproveitando pra socar no cu a verba que cabe. direitinho. é só querer. querer. verbo: ação que não precisa de verba.

OBS.:

Este texto acima,  de autoria minha, é a principal argumentação da minha  editora virtual, a  Editora A Verba. Confesso que como editor não tive tempo de escrever um texto inédito para o Blog e,  como se precisasse mostrar que é verdade mesmo, reservei o mês de agosto para divulgar aqui esta minha iniciativa para com a difusão da cultura literária. Espero por todos vocês no blog da editora, onde no qual já tem como publicação marco um e-livro meu, o Testosterona. Para chegar lá é só clicar aqui.

Ah, gente, sou inquieto demais para ficar apenas nessa chatice de editora. Não sei se vocês vão gostar, mas publico a seguir um dos meus textos mais curtidos e comentados nesta semana lá no face:

 pintei minhas unhas, ou melhor, pintaram-nas. depois de eu tanto insisti pintaram. insisti mais um pouco e deram outra mão. claro que as pessoas estranharam tal vexame. saí hoje pra passear com minha cachorrinha e o pessoal (os transeuntes) não tirava os olhos da coleira. pouco liguei, é claro, e não escondi de ninguém. poderia, mas não escondi. pra quê esconder? fico feliz (feliz também é relativo) quando passo a ser eu mesmo. quando respiro pelo meus poros. quando como com os meus dentes. quando chupo e opto pelo que eu quero. a felicidade bateu na minha porta e eu abri e deixei-a entrar. minha casa (recém comprada. vai fazer três meses que me casei com um gringo. pedi demissão das lojas americanas e to pensando em trabalhar voluntariamente para a copa. primeiro quero aprender inglês, é claro. ele já tá me ensinando. me enganando que vai me ensinar, não sai do verbo to be. i will survive em meio a isso tudo.) toda bagunçada: a pia invadida de pratos sujos e minhas unhas (brilhando cheia de cutículas não removidas) todas ruídas naquelas horas de ansiedade, naquelas horas que ele diz que vem e não vem. sidney, meus esposo, anda chegando muito tarde, sempre com aquele papo de dormir na casa de uma amiga para não se atrasar na reunião do dia seguinte. pelo menos ele não é bi. e se fosse não sou ciumento. mas e eu como fico? esse tempo de chuva e eu sozinho rebolando na cama com brigite a gritar com os trovões. então hoje, cansado da rotina, mandei pintarem minhas unhas das mãos. as do pé não. sidney gosta de roê-las, com certeza brigaria e mandaria eu passar acetona para facilitar pra ele. não costumo gastar com futilidades, também ando apenas de sapato fechado e não cola mesmo fazer a dos pés. diferente de mim, sidney curte demais havaianas. tem uns dez pares diferentes. usa todas nos finais de semana na nossa casa de praia em noronha. porque é o seguinte: eu gosto de fazer tudo que ele me pede. nunca desobedeço. pintei as unhas pra ficar bonito, bonito pra ele. ele sabe que eu gosto de escrever e pintei também pra teclar com mais feminilidade. é das pontas dos meus dedos que saem aqueles textos. pintei pra escrever coisas românticas sobre nosso casamento que pelo menos até agora está dando certo. não sei se pela ausência dele, mas quase nunca brigamos. pintei as unhas e amanhã vou dá um alisante nos meus cabelos. sidney deixou comigo o cartão dele. pra incomodar a todos e fazer um pouquinho só de inveja, estou riquérrima. rica: r-o-l-a. rica! ♥

Um beijo de minutos em vocês e até mês que vem: 28 de setembro, uma sexta. 

E vocês do Sobretudo, acompanhem o blog: http://blogdas30pessoas.blogspot.com.br/

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