Companheiro Bush, do Tom Zé


O Tom Zé é muito ousado e criativo. Ouvi o dia todo esta música até minha avó me dá um bale pela repetição incontável das vezes que repeti cantando: foi o Bush, foi o Bush ♪♫. 🙂

COMPANHEIRO BUSH, Tom Zé:

Se Você Já Sabe Quem
Vendeu Aquela Bomba Pro Iraque,
Desembuche.
Eu Desconfio Que Foi O Bush.

Foi O Bush,
Foi O Bush.
Foi O Bush.

Onde Haverá Recurso
Para Dar Um Bom Repuxo
No Companheiro Bush.
Quem Arranja Um Alicate
Que Acerte Aquela Fase
Ou Corrija Aquele Fuso,

Talvez Um Parafuso
Que Ta Faltando Nele
Melhore Aquele Abuso.
Um Chip Que Desligue
Aquele Terremoto,
Aquela Coqueluche.

Se Você Já Sabe etc.

Filantropia digital


môdeus, meus amigos viraram personagens de desenho animado! tiveram infância? claro, né, joão! eles tiveram e, pra mostrar mesmo que tiveram, optaram por esta foto para ajudar a divulgar um projeto de idealizador desconhecido e de crianças que não conhecem, tendeu, joão? é, com a foto de  algum personagem de desenho animado dá pra ajudar e fazer isso tudo. entendeu ou quer que eu desenhe? já entendi, não precisa desenhar. então, eles tem referências, meu fio, e não pesquisaram, como você,  lá no google o nome de algum desenho animado para poder escrever sobre. entendo, flor, e, como toda modinha (me lembrei agora daquela #eusougay, onde um gay ou um ‘cabeça aberta’ escrevia num papel algo contra à homofobia e olhando bem, vamos combinar, isso não resolveu nada e acho que o único papel cumprido foi tirar muita gente do armário), tudo que vem passa.  recordo agora de uma afirmação que diz que ‘o artista morre e a arte fica’. concordo muito com isso e estava até outro diz comentando com a queridamiga tânia consuelo sobre as porcaria postas à venda no mercado e onde  as pessoas, iludidas, compram e dão vez a estas. mas parece que o retorno desta modinha, que tem como impulso maior e único o de modificar a foto do perfil, veio pra ficar. lembro-me que ano passado teve essa mesma caretice de amigos passarem no meu facebook solicitando a troca em pró do dia das crianças e à exploração das mesmas. teve gente que mudou e até hoje, pelo desinteresse com a rede, continua ainda a mesma foto, ou melhor, o mesmo personagem lá no seu perfil. certo, mais uma vez. me pergunto se isso ajuda em alguma coisa. meu, essa é a forma mais simplista e careta de se dizer que estamos sim preo com este mundinho dito por alguns que vai bater, agora em dezembro, as botas. concluo aqui no escuro do quarto, às 23:53h, que não vou trocar a minha foto por tom e jerry e tenho peninha elevada ao cubo de quem acha que pode contribuir desta forma com o outro. quer ajudar mesmo? de verdade? dique 100, baby, e denuncie as saidinhas do seu vizinho cinquentão com aquela menina de treze anos da outra rua. ou então vá na loja de $ 1,50 e compre algum brinquedo, mesmo o mais pebinha, e doe em alguma creche perto de sua casa, afinal sempre tem. acho que isso já é um grande passo. só com ele dá pra rodar o mundo. mas assim, sempre achei que essas pessoas que seguem estas modinhas só fazem merda, só pensam merda e, ainda por cima, cheiram a merda. estragada. mas tudo bem, tudo bem, afinal ‘é fazendo muita merda que se aduba a vida’. ok, quase agora vim do banheiro! informado de tudo um pouco, sei também que não existe o errado, existem eras e esta eu bem eu sei que é a da caretice.

JOÃO GOMES

Ficando viciado em séries policiais

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encontrei “o homem dos círculos azuis”, de fred vargas (jurava que era um homem assim que vi, mas é uma mulher, mesmo assim, ainda bem que é só o nome que confunde.), como quem não quer nada e no mesmo instante que li a primeira página pulei logo para a segunda e já me vi apaixonado pela personagem de entrada, a mathilde, conceituaada oceanógrafa que divide a semana em fatias. o livro faz parte da série policial da companhia das letras a qual eu já tinha decidido começar a ler, iniciando com “o talentoso ripley” de patricia highsmit. a bem da verdade é que eu sou apaixonado por romances policiais, mesmo selecionando a dedo obras traduzidas que me dedico a ler. li recentemente “os espiões” do verissimo e curti demais ter estado em contato com um editor, uma escritora fraudulenta intitulada toda a história de suicida querendo se publicar antes do desfecho e frondosa, a cidadezinha onde se passa a história. o livro de vargas é um romance policial de mistério, onde no enredo temos um misterioso homem que limita com um giz objetos e até pessoas assassinadas nas asfaltadas ruas parisienses. personagens memoráveis, inteligentíssimos e com diálogos tão verdadeiros e precisos que nos dá a impressão que estão pulando para fora da página. to gostando tanto que to com pena de terminar, ou melhor, de descobrir o tão misterioso homem dos círculos azuis. recomendo muitíssimo! 🙂

Primeiro me amo para depois te amar

eu me amo tanto! converso comigo e procuro estar sempre bem comigo mesmo para depois ir ao encontro dos outros. fico triste por meus amigos terem peninha quando estou mal e, mesmo estando, não enterro em mim o que já é meu. deixo tudo na cara para não criar desentendimentos, pois gosto de ser ajudado e estou ciente que é ‘impossibol’ viver alone. sou o mesmo joão de sempre e o que é mais legal é que nós também podemos ser originais. como canta alzira espíndola: ♪ vista sua pele, use seus cabelos,  coma com seu dentes… ♫ costumo ser  eu mesmo e não gosto de me enganar e nem de enganar ninguém. pra tudo na vida resolvo me colocando no lugar do outro. quando aparece aquela velhinha querendo sentar no assento do ônibus eu imagino ela sendo a minha avó, mas com outra pele e outros cabelos e outras roupas e outra voz. não deixaria, é claro, de dizer ‘sim’ à minha avó e por que diria ‘não’ para esta, que também poderia ser até aquela minha avó paterna que sumiu numa quinta-feira com sua carteirinha de livre acesso quando pegou fogo a pensão que ela se hospedava. quando nos colocamos no lugar do outro ficamos mais humanos. acho  mais fácil eu me estranhar do querer ser o outro, concluo. do outro, assim como todos tem de mim quando não estou bem, somente tenho pena. se eu não tiver grudado em mim a bunda de fulano ou o órgão genital de sicrano vou me matar? nada, não saio do bilhete! vou é viver sendo esse joão que, com muito orgulho e investimento em selos alcançado com o tempo, acho que muito gente gosta. 🙂

Meu primeiro poema encomenda

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Como seu eu fosse um escritor profissional, uma amiga me pediu para escrever sobre o seu filho. Logo eu que trabalho com a espontaneidade do momento, que tiro fotografia do instante… não pela insistência,  mas sim com uma excessiva vontade,  estou aqui agora escrevendo isto. Ai, môdeus, o que falar deste menino tão lindo da foto? Na verdade o que foi encomendado foi um poema, mas confesso que é difícil se arriscar para tal enxerimento e um texto em prosa é mais fácil e qualquer um pode escrever. Mas vou tentar e tentando sei que vai sair isso aqui, ó:

COMPAIXÃO

olha sorridente pra lente arthur
distante da mãe carente pela sua falta
do outro lado do continente 
forjando e no mesmo ausentando
em seu olhar de menino ainda pequeno 
esta tristeza de dias longe
trancando em seu coraçãozinho e
apertando no peito essa coisa humana
que é a saudade de instantes 
de embalos maternos
desconhecendo qualquer
coisa que aconteça em sua volta.

menino de olhar quieto
não sei se pelo congelar da foto
vejo-o fotogênico por demais
gerado no descuido do não pensar
vindo parar aqui por se optar 
sendo expulso do aperto da placenta 
numa época por assim se dizer nojenta
onde dois nós se amarravam num só
escorregado pela força do aperto 
num momento de um aperreio e de perdões sem vez
mas bem recebido desempenhando 
como um funcionário que entrega 
toda sexta seu relatório semanal
a sua maior função dando outro aspecto, 
este último prolongadérrimo,
trazendo o cheiro de novo no que começava a feder 
implantando dentes para sorrisos à mostra
trazendo na imagem a beleza
que sabemos que vem de dentro
lembrando o dna dos seus reprodutores
e tingindo a alvura do lençóis que o cobre
os lençóis que jamais serão rasgados 
ou quem dera trocados por outros. 

o destino suspenso na constelação do céu do meu quintal
o silêncio deste inocente tema principal da vez
as lágrimas que são argumentos desta mãe
a saudade roxa que vai como souvenir 
nesta mala junto ao paninhos e made in
carregada neste aeroporto de pipas
respondendo no check-in por amor
e pesando mais que chumbo quando carregada
por quem se oferece a ajudar.
esta mãe-piloto que nada sozinha no seu hialoplasma
de olhar concentrado e preocupação em seu alvo 
que está sempre longe
amola a faca da minha piedade
e, como quem tem fome,
demasiadamente me consome.

16.09.12
JOÃO GOMES
(poeminha encomenda)

Felicidade pode ser qualquer coisa

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o bom é que felicidade pode ser, como canta zeca baleiro, qualquer coisa. felicidade pra mim pode ser a dedada que eu amo levar. pode ser dez trufas por dia que eu tenho pena de comprar. pode ser conhecer todo o mundo numa turnê. pode ser apanhar toda a vida do homem que ama. pode ser dando o cu num domingo como este de hoje. pode ser amando e se dedicando toda a vida à pessoa que ama. pode ser desejando que o inimigo se estabaque num piso molhado e sem plaquinha. pode se escrevendo, tirando fotos e editando com um monte de efeitos horríveis e postando por aqui. pode ser lendo um livro que você gosta demais. pode ser ouvindo uma música com ou sem letra. pode ser não perdendo um capítulo da novela. pode ser gritando ao declamar um poema ou suportando a dor de algo grosso sendo socado por dentro. pode ser qualquer coisa desde que a gente seja o autor de tal ação. seguindo a lição a minha felicidade de hoje: li um romance policial francês e me dediquei a pensar somente na pessoa que eu amo com tanto carinho chegando a beirar a obsessão.
JOÃO GOMES

Creio nunca ter estado bem

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uma coisa é certa: não estou e creio nunca ter estado bem. sempre foi a mesma merda pra mim e não me venha com suas pessoais opiniões que eu não vou aceitá-las. nunca estive bem e é sabido dizer que bem é estar bem, mesmo soando assim cacofônico. mas como ficar bem? não consigo nunca estar bem. não sou o que possuo, mas sim o que eu sou. não subo em escada rolante e não sei andar de bicicleta. ando   pela rua olhando pra trás por achar que alguém ainda perde tempo comigo me seguindo. sei que sou e amo cada vez mais ser estranho. leio um livro, ou mais de um, por semana. sou apaixonado por jesus luz e meu ator pornô preferido é rafael alencar e não escondo que já sonhei com o piru dele dentro de mim. minha moral me permite derramar esmalte sobre minhas unhas e ousado até demais ando com elas pintadinhas no meio dos transeuntes e, se não fosse tão estranho pra mim, andaria de salto para dar pisadas nos pés de muita gente por pura maldade e orgulho (0%) de ser o que sou até metaforicamente. não assisto televisão por escolha própria e inventei de não tomar mais sopa, mesmo gostando só um pouquinho. não curto coisa rala, pois é querer disputar demais com a minha vida. não curto. amo ouvir rita lee e madonna quando estou só e tomo sem água pílulas quando se é necessário para curar uma úlcera ou diminuir a intensidade de uma dor. me apaixono fácil demais pelas pessoas e, se deixar, elas me maltratam sem eu perceber que estou sendo maltratado. não sou, apesar de alguns acharem, racista. sou negro e curto demais porque quando alguém me espanca naquelas horas de papai e papai as marcas não ficam tão evidentes assim a ponto de chegarem pra perguntar o motivo, como se sempre tivesse, daquilo. não suporto atender celular e acho um erro a invenção do mesmo. curto sair sem avisar e não suporto incômodos. amo correr pelas ruas do recife antigo como se corresse de um ladrão para me satisfazer indo na direção contrária do vento. um dos meus maiores defeitos é falar demais e ouvir pouquinho. tenho muito problema com regrinhas na  hora de estudar e as únicas que apendi de verdade são: onde e aonde, todos os porquês e mas e mais. isso porque é gramática. mas olhando pra exatas tenho até vergonha de confessar de tão desastroso que é. escrevo para tirar fotografia do momento e tê-lo sempre pra mim repetindo-o quando tiver vontade. escrever pra mim é agarrar sensações e retorno a dizer que neste oitavo dia de setembro, exatamente às 15:19h sinto saudade dele: o motivo  maior de todo esse meu mal-estar.

Depois da leitura, o pornô é minha inspiração literária

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assistir vídeo pornô faz parte da construção da minha literatura. é, na verdade, o que dá voz aos meus personagens. me dá imaginação pra criar. para pensar na coisa. por isso que tanto amo! o que?! escrever, é claro! assisto só quando não tem ninguém por perto. o feio das pessoas é que elas escondem demais. até demais. escondem seus costumes. eu não, me faço parecer sempre comigo.  tenho esse ar de todo escancarado. sempre à mostra. faz bem ser assim. a minha escrita é o reflexo das minhas leituras. sou um leitor viciado. costumo ler todos os gêneros. não suporto best-sellers traduzidos e falando de leitura não costumo perder tempo. não tenho também preconceito literário. cada um faça o que bem entender com suas escolhas. as minhas: leio um livro por semana. leio um conto antes de dormir. leio um poema todo dia de manhã e o releio no final do dia, até senti-lo. um poema sempre diferente, é claro, por dia. poesia não se entende, se sente. a gente tem que entender é o conto, a crônica e o romance. poesia temos que sentir. gosto de escrever sempre, pois acho a escrita um exercício onde sempre to me aperfeiçoando. gosto quando as pessoas me ferem, quando ele diz que não me quer mais. gosto disso tudo, uma vez que curto passar pro papel tais experiências. sou humano demais. demasiadamente humano. o que sinto escrevo, não deixo para depois. escritor trabalha com instantes, olhares. não escreveu, perdeu! um texto é um filho: único que nem o primeiro beijo. deixando de confissões, é isso: curto assistir vídeo pornô para complementar minha literatura. sabe qual to assistindo agora e pausei só pra fazer essa confissão? magrelo gozador. o meu olhar quando eu assisto os vídeos é o da foto e minhas mãos ocupo com o lápis e não com aquilo que tanto desgosto por ter. adeus e vou retornar aqui pro vídeo, afinal meu objetivo é ver para entender.