Creio nunca ter estado bem

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uma coisa é certa: não estou e creio nunca ter estado bem. sempre foi a mesma merda pra mim e não me venha com suas pessoais opiniões que eu não vou aceitá-las. nunca estive bem e é sabido dizer que bem é estar bem, mesmo soando assim cacofônico. mas como ficar bem? não consigo nunca estar bem. não sou o que possuo, mas sim o que eu sou. não subo em escada rolante e não sei andar de bicicleta. ando   pela rua olhando pra trás por achar que alguém ainda perde tempo comigo me seguindo. sei que sou e amo cada vez mais ser estranho. leio um livro, ou mais de um, por semana. sou apaixonado por jesus luz e meu ator pornô preferido é rafael alencar e não escondo que já sonhei com o piru dele dentro de mim. minha moral me permite derramar esmalte sobre minhas unhas e ousado até demais ando com elas pintadinhas no meio dos transeuntes e, se não fosse tão estranho pra mim, andaria de salto para dar pisadas nos pés de muita gente por pura maldade e orgulho (0%) de ser o que sou até metaforicamente. não assisto televisão por escolha própria e inventei de não tomar mais sopa, mesmo gostando só um pouquinho. não curto coisa rala, pois é querer disputar demais com a minha vida. não curto. amo ouvir rita lee e madonna quando estou só e tomo sem água pílulas quando se é necessário para curar uma úlcera ou diminuir a intensidade de uma dor. me apaixono fácil demais pelas pessoas e, se deixar, elas me maltratam sem eu perceber que estou sendo maltratado. não sou, apesar de alguns acharem, racista. sou negro e curto demais porque quando alguém me espanca naquelas horas de papai e papai as marcas não ficam tão evidentes assim a ponto de chegarem pra perguntar o motivo, como se sempre tivesse, daquilo. não suporto atender celular e acho um erro a invenção do mesmo. curto sair sem avisar e não suporto incômodos. amo correr pelas ruas do recife antigo como se corresse de um ladrão para me satisfazer indo na direção contrária do vento. um dos meus maiores defeitos é falar demais e ouvir pouquinho. tenho muito problema com regrinhas na  hora de estudar e as únicas que apendi de verdade são: onde e aonde, todos os porquês e mas e mais. isso porque é gramática. mas olhando pra exatas tenho até vergonha de confessar de tão desastroso que é. escrevo para tirar fotografia do momento e tê-lo sempre pra mim repetindo-o quando tiver vontade. escrever pra mim é agarrar sensações e retorno a dizer que neste oitavo dia de setembro, exatamente às 15:19h sinto saudade dele: o motivo  maior de todo esse meu mal-estar.

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