Há dois anos atrás e a árdua saudade de mim

 não me resta dúvidas quando penso em voltar os anos. costuma-se dizer que o pior ano é sempre este, ou seja, o que estamos. se fosse 2010, ele seria o pior. estamos, como todos devem saber, em 2012 e para algumas pessoas fica uma dúvida extra: este é o pior ano e quiçá o último? se é, pra mim tá bom. virgem não vou morrer. a mesma brincadeira aconteceu com o ano 2000, minha avó que me contou. eu tinha 4 aninhos e não me preocupava com nada. chupava muito confeito para sentir só agora essa dor de dente que não passa e era que nem um cachorro que vive sua vida feliz e sem saber que um dia pode morrer num atropelamento. revelaram-me a morte e vejo de onde estou o fim. só sei que vou me mexer muito no túmulo… então, tenho o ano de 2010 como memorável. neste ano comecei a ler (ler livros e não me alfabetizar) e troquei para uma escola dita melhor por uma tia. ganhei um celular motorola Z3 de 700 paus da minha avó, que eu costumava dizer, na época, que ele subia. para minha não-alegria, o final que teve o aparelho (que eu tanto amava e gostava de tirar muitas e muitas fotos como, por exemplo, estas dos post) foi um assalto próximo da minha casa quando na ocasião explicava com o bicho grudado no ouvido (todo demente que eu era) o motivo de eu não gostar de ler agatha christie. mas eu não lia nada! explicava o que não entendia. meu primeiro livro foram as crônicas de mario prata, ainda lembro. lembro também que pulei as crônicas de futebol por saber que eu não ia entender nada. é, na época eu já pensava um pouquinho. naquele ano também comecei a escrever. comecei escrevendo sobre minha nada convencional família e sobre a minha vida tão merdinha que eu tinha na época (não é mais?) consequentemente por não entender nada de nada. não gosto e não mostro nem pagando esses poemas. são horríveis! mas sei que eles eram horríveis pelo motivo de na época eu ler muito pouco, ou melhor, começava ainda a ler  escolhendo a melhor posição para segurar o livro tentando fugir do sono que sempre vinha na segunda linha. mas tudo bem. o que importa é que passou e que vivi aquela época e somente as fotos tirada pelo Z3 para voltar e me rever matando (ou tentando) a árdua saudade que sinto de mim e da minha cara sem nenhuma espinha.

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