E o meu Recife pegou fogo

como deve ter sido divulgado, houve nesta madrugada um incêncido no bairro do recife antigo. na hora do incêndio eu estava na rua da aurora (campo de pesquisa do meu diário sujo) e logo no exato momento em que subi o meu calção e saí do mangue me deu a vontade de olhar pro céu e foi aí que vi aquela fumaça toda achando muito estranha. e era, você precisava ver. de tanta que foi que a ponte que leva à praça da república sumiu. eu, mesmo tão frazino, não sumi e claro que pensei logo em fogo. mas só me dei conta quando levei meu olhar pra longe e vi as chamas (meio que sem saber em qual prédio era). lembrando tudo isso começou às 0h e eu estava ainda na rua da aurora (esperando pelos primeiros raios de sol), mas, por ser humano, fiquie tão triste com o acontecido que nem consegui mais dar. fui pra casa meio que acompanhando na pressa os carros do bombeiros indo ao foco do fogo e ardendo todo por dentro por ele não ter vindo e, mesmo assim, deixando ainda acessa a minha paixão que nunca se apaga. mentira, nunca nem acendeu. ah, mas o que importa é que a outra foi controlada e ninguem precisou ir junto com ela. ah, mas o inferno é mais quente.
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ComPROVAÇÕES

comprovado: consigo viver sem o facebook. passei 10 dias sem passar por aqui e nem por isso deixe de existir, muito pelo contrário. estou mais concentrado em mim e vivendo uma vida de verdadeiros cutuques. estou comentando ao vivo e sentindo mais hálito humano próximo a mim. estou rindo alto e em sintonia, rodeado de amigos. pena que não estou informado do baque que você levou ontem e nem de sua irmão que, pelo que dizem e se é que levam a sério, noivou. tudo vive em mim e pouco preciso dessa rede de alienados para me sentir enquadrado neste ângulo sem foco. não me sinto pequeno e não me acho tolo, mas sei que o que produzo e escrevo por aqui não é de interesses de todos. a gente constata pelo likes negados, né verdade? mas não quero likes. quero pedras, e muitas até, todas atiradas em mim para um dia erguer um castelo e com os meus nele viver (como na idade média, sabe?). é até escroto estar dizendo isso, mas é. eu, por muito tempo até, entrei por debaixo dos panos e trouxe comigo a cortina. eu não pedia pra entrar, me jogava! mas sei que muita gente continua aqui nessa rede de alienados, tentando ter voz e ser ouvido. mas não são, eu sei. logo no brasil? um dos países mais incultos do mundo? onde, nas redes sociais o que mais vale é foto de gente bonitinha e no fundo arrogante? onde as fotos mais curtidas e compartilhadas são essas porcaria que só porque nos leva ao riso é de extrema importância no feed de todos? querido tubarão, entenda que os peixes pequenos são devolvidos ao mar (como escreveu carpinejar) e o que a internet senão um mar sem fim? sejamos carentes, mas não a este ponto negada! como canta karina buhr e é pura verdade: boiar no mar é de graça… ♪♫ boiem então! o mundo pode ser uma merda, mas eu não sou. posso ser quase, mas todo não sou. eu é que não vou me afogar. (como no trânsito das cidades, no mar também ocorre acidentes… – sim, daquele comercial, lembra?) fui. vou ler. estou devorando um livro de caio fernando abreu: ovelhas negras. os que escolhi serem meus amigos aqui, o que não diz ser na minha memória, amo a todos. agora sim, fui.

(sobre o meu uso do facebook e que não diz respeito a escritura deste blog).

Da minha ausência

minha produção poética(?) muda bastante quando eu me afasto das redes sociais. em breves comentários de status limito assuntos que poderiam vir a ser poemas e não o são. sei que aqui também me inspiro muito, só que pouco para o muito que posso atravessar sozinho sentindo a mim e ao outro. assim vou passar a me afastar do FB e, de enxerido, no wordpress só passo pra postar o que acumulo no bloquinho de mão. muita gente diz que eu loto a página inicial com muita merda. então, sei que não farei falta e na ausência vou me limitar ao vaso. como escreveu aymmar rodiguéz, vou cagar alguns poemas. fedidos e por consequente humanos que todos venham a se enojar. só.