Estive no inferno e lembrei de você

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para mim, um dos melhores livros da literatura brasileira contemporânea. nunca um livro mexeu tanto comigo (e sei que já sou mexido demais, ao menos por trás). mas esse livro me tirou do lugar. voei pras favelas do rio sem nem ter comprado as passagens. posso dizer que nasci lá com tudo que agora sei. gente, esse livro me desconfigurou. esse livro me marcou, e digo da cueca também, toda melada. esse livro, que é super urbano no meu estilo apaixonado fernanda young (garanto que vou ter muita dificuldade para ler josé lins do rego com ou sem fliporto), me reposicionou no país em que nasci e me mostrou uma nova forma de narrar uma história utilizando a tensão do personagem num envolvimento central com a arquitetura do texto. já ouvi muita gente falar disso e até da possibilidade de se fazer, mas nunca vi ninguém praticar (talvez seja porque o muito que eu acho que eu leio é pouco ainda, não sei). mas neste livro descobri o inferno. porque acho que há muitos infernos num inferno só, já que num dia que pode ter vários dias vários infernos nele pode ter. num estilo final de pregação de culto evangélico: pra terminar deixo a epígrafe que abre o livro: ‘a descida é fácil, as portas do inferno estão abertas dia e noite’. joãojoão, quem meche com fogo se queima. torrei.
 
 
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