Na sua ausência (na hora do apagão)

Na hora do apagão gritei esse meu texto na frente do notebook aproveitando o restinho de energia que ainda tinha nele…

NA SUA AUSÊNCIA, do meu blog Diário Sujo 

o casaco da casca na asma da alma a lama da mala a ala alinhada a baba da aba badalada na balada adiada na chupada rápida tântrica sem gala sem leitinho com pentelhos desejo dejeto objeto esquecimento enfurecimento amadurecimento cimento pica de aço coisinha reta manchada de merda da última digestão sugestão de limpar com o guardanapo descolado na lanchonete da esquina limpa com um boquete suga o que te pertence não enche de baba não morde lambe engole quando sair sumir não resolve tenho no bolso direito um revólver me invoco e te envolvo te recolho te removo teu sangue vai ser ketchup pro meu pastel e isso resolve acalma a minha fome se encosta no poste peste passa o pente nos meus pentelho esquece o pôster no poste tu não vai é caro teu vício não deixa tua profissão é na hora do show se concentra no meu cacete chupa talvez chova baratas correm a chuva vai alagar a noite talvez eu não goze mais hoje olhe haja vontade de tomar leite insatisfação pelo seu faltar não façam e nem pensem em formar filas minha mulher está viajando evitando a aviação retornando pelos mares e eu perdido no crivo da minha espera a espero sentado sendo ora chupado no poste que ilumina alcançando a varanda do meu apê ou na poltrona da sala em que ela assiste a sua novela das oito para aí sim ciente e carente e sem necessitar de perdão  contaminá-la com minha sífilis queimando com o bocal folgado as lâmpadas do nosso show.

JOÃO GOMES
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